sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Foi esperando quase nada que um quase tudo apareceu. Simples como um fim de tarde. No começo era medo, incerteza, insegurança surgindo como relâmpago no céu. Depois, uma sensação de pertencimento, de paz, de alegria por encontrar um sentimento desconhecido, mas que fazia bem. Não teve espumante, holofote, tapete vermelho. Foi simples como um fim de tarde. Algum frio na barriga, interrogações deslizando pelas mãos suadas, uma urgência em saber se aquilo era ou não pra ser. É que um dia alguém nos ensina que quando é pra ser a gente sente. Eu sempre quis que fosse pra ser, mas nunca foi. Com isso, me distanciei de mim e das minhas crenças. Mas então, o que não tinha nada, nada pra ser, foi. E eu fiquei ali, perplexa, parada, estupefata, com medo de dar certo. Porque a gente tem um medo que nos mastiga lentamente. Um medo azedo, que deixa a boca adormecida, que cutuca insistentemente. Medo da felicidade. Medo de que um sonho aconteça. Medo de enfrentar nossos sentimentos que ainda não acordaram. Então, abri os olhos. Não era sonho. Eu vivi aquilo. Eu sobrevivi ao medo. Eu encontrei o que chamam de amor.
Clarissa Corrêa
Nem sempre a minha boca consegue dizer para você o que quero, ainda bem que tenho dedos. Se o gênio da lâmpada aparecesse pra mim e dissesse que só posso fazer um pedido pra minha vida, presta atenção, seria esse: nunca me perder de você. Porque nem sempre eu sei pra onde ir, mas sempre, sempre mesmo sei pra onde eu quero voltar.
Clarissa Corrêa

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Você tem o meu coração e a promessa de mãos quentes. Você tem o meu coração colado ao seu e a promessa de muitos dias bonitos e muitas noites bonitas e muitas vidas bonitas. E eu preciso ser honesta e dizer que, mesmo que você queira, não vou embora.
Clarissa Corrêa

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A minha vida é feita de infinitos grandes dias. E alguns deles são feitos de coisas pequenininhas que se tornam grandes por serem especiais demais para mim. Ou simplesmente porque eu sou uma pessoa pra lá de sensível, pra lá de manteiga derretida e pra lá, bem pra lá e romântica.

Clarissa Correa
“Em um infinito de possibilidades, eu escolho todas. Tenho uma sede que não cessa e uma dificuldade imensa em escolher apenas um destino. Tenho uma curiosidade que me deixa inquieta e uma vontade de percorrer todos os caminhos que não tem fim.”
(Fernanda Gaona)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Não basta ter um coração bonito, é preciso saber administrar toda a beleza. E distribuir amor para quem não merece. Quem é realmente bom sabe que no final de tudo vai existir uma saída, um conforto. A vida se apresenta da maneira como a gente se porta diante dela. Quem gosta mesmo de nós, vai até depois do fim. Quem não gosta, dá um passo para frente e recua quinze. Para esses, amor. A vingança, a...lém de não ser elegante, não traz nenhuma recompensa, a não ser a satisfação momentânea. 


Quem quer ser feliz por uns segundos? Ninguém. Tenho pena de quem não sabe viver, se doar, amar e dizer as coisas na cara. Gente covarde, que usa, que descarta, que não sabe quem é. Tenho pena de quem não sabe ter amigos, nem sabe ser verdadeiro, nem tem um colo seguro para poder descansar as dores, nem faz qualquer tristeza acabar em alegria. Tenho pena de gente que não tem família esquisita, nem histórias malucas para contar, nem amores complicados. Tenho pena de gente que não dá a cara a tapa, que não sabe que o melhor da vida é realmente viver.
- Clarissa Correa
 
E é assim que a gente vai vivendo, sabe? Errando pra aprender. Se decepcionando pra se proteger. Se machucando pra crescer. Chorando pra sorrir. A gente cai uma vez, pra aprender a se levantar em outra. No fim, tudo que for bom, verdadeiro, tudo o que realmente nos fizer bem, permanece.
Tati Bernardi